Origem
Em janeiro de 2001, realizou-se, em Porto Alegre, a primeira edição do Fórum Social Mundial. Naquele momento, a presença setorial da educação não foi expressiva. Entre as poucas organizações que apresentaram atividades na área, estava o Instituto Paulo Freire. O Fórum Paulo Freire, organizado por esta instituição, contou com a presença de mais de três mil pessoas. A partir da avaliação deste e de outros eventos educacionais realizados na primeira edição do FSM, constatou-se a necessidade de maior participação da educação no Fórum Social Mundial e, como proposta, surgiu a idéia de realização de um evento, denominado Fórum Mundial de Educação. Eliezer Pacheco, Secretário Municipal de Educação de Porto Alegre assumiu a responsabilidade de convocar entidades e movimentos para compor o Comitê Organizador, com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Ele coordenou as duas edições do Fórum Mundial de Educação: a primeira, em outubro de 2001, e a segunda, em janeiro de 2003.
Missão
O Fórum Mundial de Educação, na mesma perspectiva do Fórum Social Mundial, sustenta-se em dois pilares básicos: a construção de uma alternativa ao projeto neoliberal e o pluralismo de idéias, métodos e concepções. É um espaço plural, não confessional, não-governamental e não partidário, verdadeiramente mundial.
O sonho é ousado, mas possível, necessário e urgente. O convite está aberto a todos e a todas que desejam se integrar a esse grande movimento de construção de outro mundo possível, fortalecendo essa rede de pessoas, instituições, organizações, movimentos. Encontros organizados em diferentes regiões, países e continentes convergem para esse objetivo comum.
Agenda Temática
A primeira edição do Fórum Mundial de Educação elegeu como temática central a Educação no mundo globalizado e a segunda edição Educação e Transformação. O neoliberalismo concebe a educação como uma mercadoria, reduzindo nossas identidades a meros consumidores, desprezando o espaço público e a dimensão humanista da educação. Opondo-se a esta perspectiva, o FME defende uma concepção libertadora da educação que respeita e convive com a diferença, promovendo a intertransculturalidade; reconhece a educação como um direito social universal ligado à condição humana.
O Fórum Mundial de Educação aprovou, em Porto Alegre, duas Cartas em defesa da educação libertadora, popular e cidadã. Além disso, propôs a construção coletiva de uma Plataforma Mundial de Educação e a descentralização dos eventos em fóruns temáticos, regionais e nacionais. Hoje, o FME constitui-se num grande movimento mundial em defesa do direito à educação. |